FRAUDE NUNCA MAIS!

A VERDADE QUE NÃO QUER CALAR SOBRE A FARSA ELEITORAL DE 2002 NO RIO DE JANEIRO:

O CASO DO DEPUTADO ESTADUAL FRAUDADO IVAN FERNANDES - UM NOVO "PROCONSULT"

E as ilusões estão todas perdidas/Os meus sonhos foram todos vendidos/Tão barato que eu nem acredito - Cazuza

 

                 

INÍCIO

1ª PARTE

2ª PARTE

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PROVAS DOCUMENTAIS

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RELATÓRIO 2

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OS FRAUDADORES

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UMA PIADA PORTUGUESA

                 

 

Crônica de uma fraude denunciada - 1ª parte

 

por Fernando Augusto (história de um candidato fraudado de nome  Ivan Fernandes).

 

A História sempre se repete, ou como farsa ou como tragédia - Karl Marx.

 

Sete de outubro de 2002, Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro.

 

Sai do Tribunal onde acompanhava as apurações da eleição de 2002 após um "apagão", uma pane no telão e no sistema do TRE. Algo ali ocorria de estranho. Soube depois que também no TSE em Brasília ocorre um outro problema no sistema do TSE onde aparecia Lula com 41.000 mil votos negativos. Madrugada estranha aquela, feita de fatos estranhos, onde na calada da noite sombras com intenções inconfessáveis movimentavam-se por trás dos bastidores do sistema de informática do TRE e do TSE. Também vim a saber depois que dentro do TRE-RJ, um telão vinculado ao sistema de computadores do tribunal continuava a pleno funcionamento informando a apuração real à um seleto grupo de pessoas, onde à certa altura, segundo informações, a votação do candidato do PTdoB, Ivan Fernandes alcançava mais 40.000 votos!

 

Fui para casa fazer o acompanhamento da apuração pela internet ansioso que estava pela resultado como candidato a deputado estadual, mas tomado pelo cansaço durmo até ser acordado por uma série de telefonemas que me avisam que algo de estranho ocorre na contagem dos meus votos.

 

Por volta das cinco e meia da manhã, com mais de metade das urnas apuradas, imprimo um relatório de votação do site oficial do TRE. No município de Magé a contagem era de 12 votos.

 

Cito Magé como referência, dentre tantos outros municípios onde fenômenos no mínimo estranhos também ocorreram na apuração eletrônica acompanhada por mim pela internet.

 

Quase 7 horas da manhã de 07 de outubro de 2002, imprimo novo relatório e no município de Magé consta, com 100% das urnas eletrônicas apuradas, 4 votos.

 

De 12 votos por volta das 5 e meia da manhã em Magé sumiram oito votos!

 

O mesmo se deu em vários outros municípios: Rio de Janeiro, Maricá, dentre outros.

 

De posse do documento impresso, por volta das 10 da manhã, vou até o Tribunal Regional Eleitoral - TRE e mostro os relatórios impressos com o absurdo resultado à um funcionário do setor de informática do TRE. Ele denota uma expressão de surpresa e pergunta se pode tirar uma cópia dos documentos para efeito de CORREÇÃO do sistema, pedindo que eu retorne mais tarde.

 

Mais tarde retorno e converso com o mesmo funcionário que diz que a correção foi feita. Me apresenta um documento impresso com selo do TRE indicando que no município de Magé, com 100% das urnas apuradas tive 20 votos. Agora foi minha vez de surpreender-me. Pois o documento do TRE onde consta a correção indica que o funcionário pode entrar no sistema, altera-lo, inclusive manipulando-o para o mesmo horário de 6 e 55 a.m., horário onde constatei o encolhimento dos votos. Ele entra no sistema lá pelas 11 da manhã e faz o acerto com o horário antigo. Solicito que ele me dê cópias desses resultados no que sou atendido.

 

Acabo então ficando com uma série de relatórios de votação que indicam que por volta das seis e cinquenta e cinco da manhã do dia 7 de outubro de 2002 fiquei com dois resultados. o oficial, 20 votos e o apurado no decorrer da apuração, 4 votos.

 

Um resultado esquizofrênico.

 

Sim, pois o funcionário de informática fez a correção entrando no sistema do TRE, manipulando a contagem de votos e retroagindo no tempo.

 

Citei Magé como referência porque a correção foi exemplificada pelo funcionário de informática do TRE usando esse município.

 

Na totalização oficial fiquei com 15.066 votos, apesar de durante a apuração, com mais de metade dos votos apurados estar com mais de 20.000 votos.

 

Entrei com um mandado de segurança no TRE-RJ em 14/10/2002 que foi ao Tribunal Superior Eleitoral. O TSE diz que o mandado de segurança não é a ação legal adequada, arquiva e não julga o mérito.

 

Fui a Polícia Federal do Rio de Janeiro, em 09/10/2002, e entro com uma queixa crime (termo de declaração) onde as provas documentais que possuía são anexadas.

 

Mais tarde outros dois candidatos do PTdoB, Ronaldo Antonio da Silva e Ronaldo Lessa fazem o mesmo, pois também identificaram posíveis fraudes em suas contagens.

 

O inquérito gerado por essas queixas ainda corre na Polícia Federal já tendo passado pelas mãos de dois ou três delegados.

 

Após o ocorrido tivemos ciência e testumanhamos outros eventos igualmente estranhos envolvendo outros candidatos.

 

Por exemplo, determinado candidato que teve acesso à uma listagem de votos que supostamente teria a votação real e que escondeu a mesma dos outros candidatos supostamente fraudados, usando-a em seu próprio benefício.

 

Surge um funcionário do TRE que nos entrega um mini-cd criptografado informando que ali supostamente haveria a votação real das eleições de 2002.

 

Soubemos do caso de um outro deputado que teve durante a apuração duas votações, uma com cerca de 40.000 votos e outra com cerca de 30.000, pois o TRE lhe deu dois nomes diferentes. O TRE pediu que ele escolhesse uma das contagens finais e se calasse sobre a falha.

 

São muitas outras histórias que são de conhecimento geral nos bastidores da política relativos à essa eleição de 2002 no Rio de Janeiro.

 

Nos lembramos do caso do deputado federal Valdeci Paiva de Jesus, morto com 19 tiros em seu carro (ver http://www2.correioweb.com.br/cw/EDICAO_20030125/pri_pol_250103_193.htm e a reportagem da CBN de 26/03/2004, palavra chave FRAUDE, editoria PAÍS)., pois estava de posse de um dossiê para denunciar um dos esquemas da fraude eleitoral no Rio de Janeiro. Um dos esquemas somente, por que existem vários esquemas de fraude de voto no Rio de Janeiro. Aliás, seu assassinato foi esclarecido pela polícia?

 

Lembro-me do caso Proconsult, em 1982, onde tentaram fraudar a eleição de Leonel Brizola. A polícia prendeu os responsáveis?

 

Nossa vida obviamente corre grande perigo desde essa época (2002). Desde a época (1989)  em que lideramos o movimento social conhecido como "diárias nunca mais", que libertou milhares de taxistas do pagamento extorsivo de diárias de táxi que chegavam à 140 reais, que somos PERSEGUIDOS POLITICAMENTE, pelo Estado (Prefeitura do Rio de Janeiro) e por outros grupos políticos e econômicos que servem à uma parte da elite desse Estado, uma parte podre, decadente, que só conhece a política em minúscula. Uma prova disso é que em 2004 nos impediram de sair candidato a vereador após uma manipulação da convenção partidária que escolhia os candidatos. em determinado partido político.

 

A quem interessa isso tudo? Porque não desejam que um candidato taxista, que vem do movimento social e possui, portanto, uma base política-eleitoral real e não comprada pelo voto chegue ao poder? Não nos sentimos lesados só como candidato, lesados foram todos aqueles que em mim votaram. Roubados foram e serão todos os brasileiros enquanto tivermos uma urna eletrônica que não permite recontagem porque não imprime o voto, porque não possui comprovação material do voto, como é, por exemplo, na maioria dos estados norte-americanos.

 

Mas  estamos dispostos à tudo para livrar o povo da máfia da fraude eleitoral e de toda e qualquer máfia.

 

Essa coisa de comprar voto fraudado para depois recuperar o investimento vendendo voto em troca de mensalão precisa acabar!

 

Nosso país precisa urgente de uma reforma política e uma reforma do Estado adequada, justa. Ninguém aguenta mais tanto escandâlo, tanta corrupção, tanto roubo, tanta fraude. Nosso país precisa sobretudo de brasileiros que estejam dispostos a agir em prol da justiça e da verdade.

 

Pode até ser que morramos hoje ou amanhã, mas não é esse o destino de todos nós?

 

Muita água ainda vai rolar debaixo dessa ponte. Como aliás, já está rolando.

 

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